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Vila Flores \ Porto Alegre \ 2018

Vila Flores \ Porto Alegre \ 2018

Resitência Artísitca no Vila Flores

Brechó da Humanidade é um pequeno e incrível espetáculo de Teatro de Objetos, uma alegoria sobre a vida e os amores de Hannah Arendt, uma das mais importantes pensadoras da era contemporânea e testemunha dos anos sombrios da primeira metade do século 20.

Direção de Liane Venturella
Atuação de Rudinei Morales
Trilha Sonora de Álvaro RosaCosta

Fotografia de Ana Maria Skavinski

Serviço:

Segundas-feiras, de 13 de Agosto à 23 de Setembro de 2018, às 19h30!
Reservas pelo Whatsapp [51]998311023
Rua São Carlos, 753 – Bairro Floresta – Porto Alegre
Classificação: 14 anos
Duração de 45 minutos

Entrada franca e contribuição espontânea ao final do espetáculo!

Café do Vila estará aberto à partir das 18h para acolher o seu fim de tarde e prepará-lo para o espetáculo.

Preâmbulo:

Em 1957, um objeto terrestre, feito pela mão do homem, foi lançado ao universo, onde durante algumas semanas girou em torno da Terra segundo as mesmas leis de gravitação que governam o movimento dos corpos celestes – o Sol, a Lua e as estrelas.

É verdade que o satélite artificial não era nem Lua nem estrela, não era um corpo celeste que pudesse prosseguir em sua órbita circular por um período de tempo que para nós, mortais limitados ao tempo da Terra, durasse uma eternidade.

Ainda assim, pôde permanecer nos céus durante algum tempo, e lá ficou, movendo-se no convívio dos astros como se estes o houvessem provisoriamente admitido em sua sublime companhia.

Este evento, que em importância ultrapassava todos os outros, até mesmo a desintegração do átomo, teria sido saudado com a mais pura alegria não fossem as suas incômodas circunstâncias militares e políticas.

O curioso, porém, é que essa alegria não foi triunfal. O que encheu o coração dos homens que, ao erguer os olhos para os céus, podiam contemplar uma de suas obras-primas, não foi orgulho nem assombro ante a enormidade da força e da proficiência humanas. A reação imediata, expressa espontaneamente, foi alívio diante do primeiro passo para libertar o homem de sua “prisão na terra”.

Esta estranha declaração, longe de ser um lapso acidental de algum repórter estadunidense da época, reflete até hoje uma certa “condição humana”, uma certa ideia equivocada que credencia o homem à propriedade de algo que não lhe pertence, e o torna deus de um lugar que não existe.

Adaptado do livo A Condição Humana de Hannah Arendt